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Blog do historiador, escritor e professor gaúcho Hermes Vigne, autor de livros como "Trindade do Sul da Serra do Lobo", "Na Vida Tudo é Poesia" e "Belas Histórias Que Papai Contava".

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Hermes Vigne

    Nascido em 9 de janeiro de 1940 em Liberato Salzano - RS, o historiador, escritor e professor Hermes Vigne é autor de vários livros, entre eles "Na Vida Tudo é Poesia", "Belas Histórias Que Papai Contava" e "Trindade do Sul da Serra do Lobo", este último dedicado a contar a história de Trindade do Sul - RS, que o historiador acompanhou desde sua fundação.

    Hermes Vigne reside e trabalha, atualmente, como professor no município de Trindade do Sul.


EGOISMO PAI DA SERVERGONHICE

« Mais recente🔀🛈Categoria:Vida, religião e trabalho
ImprimirReportar erroTags:estou, exemplo, ele, contento, real, muito, banal e considerado629 palavras9 min. para ler
Estou fazendo um trabalho (escrevendo um Livro) sobre "Minhas Memórias” e, já no início, percebi estar fazendo algo detestável, assim como faço neste momento; narrar em primeira pessoa, EU, algo que detesto, por ser antiético, antissocial e antidemocrático, ‘EGOISMO”, portanto egoísta. Apesar que, brasileiros, uma grande maioria, "sem querer querendo” são cem por cento egoístas. Mas, como narrar ou descrever sobre mim mesmo e meus familiares e amigos sem usar a primeira pessoa do singular ou do plural? Para quem me conhece sabe, e quem ainda não me conhece (conhecer uma pessoa não é algo fácil) gostaria que soubessem que meu EGO, por detestá-lo, honestamente, deve ficar abaixo de cinco, numa escala de 1 a 10. Egoístas, egocêntricas são pessoas cujo maior amor é ao seu próprio bem, pois querem que tudo gire a seu redor. Assim são, começando no alto, os poderosos, tanto em riquezas quanto no poder da autoridade, bem como o poder da força física. Basta virar o foco, apenas mentalmente, nos salários, nas propinas, nos Caixas Dois, partindo da esfera pública Nacional, dos Ministérios Federais, dos Senadores, dos Deputados, dos altos Secretariados, dos banqueiros, dos empreiteiros e seus familiares, todos são egoístas  institucionais. Dinheiro que serviriam para por ordem nas finanças dos órgãos e instituições brasileiras, que, para isso foram arrecadados, através de Lei, obrigando-nos a pagar altos impostos alegando que é para a manutenção do País, para que sejam oferecidos os direitos legais aos cidadãos brasileiros. Esses Órgãos, ou Instituições, estão sendo regidos por esse tipo de egoístas que contrariam o saudoso estadista Rui Barbosa que escreveu: ”Não pense o que o Brasil pode fazer por você, mas pense o que você pode fazer pelo Brasil”. Já no tempo de CRISTO, esses personagens eram chamados de "Raça de víboras!”

           E hoje, cá entre nós, que não possuímos estados de Poder, nem de autoridade, nem mordomias, menos influências políticas, ou financeiras, somos todos despidos de orgulho e de egoísmo? Ainda há alguns! Mas, posso afirmar por convicção que o egoísmo obedece a uma escala hierárquica do poder tanto econômico como político. Quanto mais bem sucedidos financeiramente, maior o orgulho e mais volúpia pelo ter. Um exemplo que pode ser considerado banal, mas tem muito de real: "Ganho mil, contento-me com ele, mesmo procurando mais. Ganho 5 mil, posso viver e fazer umas economias, mas quero mais urgentemente. Assim, subindo a pirâmide contrai-se o egoísmo, a ganância por mais, nem sempre através do trabalho, daí a sacanagem, os golpes desonestos, o roubo (honesto), os saques, os latrocínios, etc. etc. Ainda entre nós, há tantos cidadãos necessitando e buscando um emprego. Não encontra uma porta aberta, enquanto há muitos com um turno e quer dois; tem dois e quer três, e muitos conseguem. Diante do alto número de desempregados, seria prudente às Empresas que buscam trabalhadores que usassem o bom senso, e usassem como critério primeiro, candidatos desempregados.

           Como não há como narrar, ou disserta, sem ‘mexer’ na crise brasileira e dos brasileiros, nesse momento, como imaginar alguém capaz de colocar nosso país nos trilhos? Coloquemos a crise brasileira no lugar da Madalena (do Evangelho) e os políticos os denunciadores do pecado. Será que haveria alguém, dessa horda, não com a coragem, mas com o direito legal, justo e imaculado, de atirar-lhe, não uma pedra,  mas um punhado de pó nos olhos? Infelizmente, pra que partidos políticos? pra que políticos? Essa horda é o maior inço arraigada na Pátria! Pra que propaganda política partidária "gratuita”? Com que moral políticos querem convencer alguém que seu partido, ou seus candidatos merecem apoio? Chega! Não há mais ‘dementes’ para ouvir estórias de bruxas? A maior demência no Brasil está na classe política emaranhada nas empresas e nos empreiteiros. E CEST FINI, OU, FINEM LABORIS.

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