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Blog do historiador, escritor e professor gaúcho Hermes Vigne, autor de livros como "Trindade do Sul da Serra do Lobo", "Na Vida Tudo é Poesia" e "Belas Histórias Que Papai Contava".

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Hermes Vigne

    Nascido em 9 de janeiro de 1940 em Liberato Salzano - RS, o historiador, escritor e professor Hermes Vigne é autor de vários livros, entre eles "Na Vida Tudo é Poesia", "Belas Histórias Que Papai Contava" e "Trindade do Sul da Serra do Lobo", este último dedicado a contar a história de Trindade do Sul - RS, que o historiador acompanhou desde sua fundação.

    Hermes Vigne reside e trabalha, atualmente, como professor no município de Trindade do Sul.


O Velho Novo

« Mais recente🔀🛈Categoria:Vida, religião e trabalho
ImprimirReportar erroTags:interessado, quanto, senhoras, lado, , senti, súbito e espanto431 palavras6 min. para ler
Em um curto passeio ao interior de Liberato Salzano, "meu berço encantado”, tive a oportunidade de reviver um novo passado (parece curioso mas não é). Numa capela no interior celebrava-se uma MISSA como as celebradas antes dos anos 60; Original da época. O padre, ou vigário, celebrou a Missa virado (olhando) para o altar, para o sacrário, para os santos, virando-se para os fiéis apenas para invocá-los a orar e na humilía. Nada de virar às costas para Cristo, ou para os santos do altar. Conservando, ainda, literalmente, os ritos da época. As orações, por exemplos o Pai Nosso: ‘perdoai nossas dívidas’ (não ofensas), concluindo com Amém; O Creio; ‘Desceu à mansão do inferno’ (não à mansão dos mortos), entre várias outras citações da época.
Antes do início da Santa Missa, fez a celebração do Crisma, com um grupo de crianças. Quase ao final da Missa, antes do ‘Cordeiro de Deus’ procedeu a celebração da Eucaristia a um grupo de crianças e, no fim da Missa fez o batizado de várias crianças. Nada estranho. Pelo contrário, Muito bom! Lembrei que, segundo meu pais, recebi o Sacramento do crisma no mesmo dia do meu batizado. Para este cristão, nada estranho tais sacramentos num mesmo dia. De estranho mesmo, mas muito bom, foi na hora do almoço quando o padre passor em nossa mesa para nos cumprimentar. Tentando satisfazer minha curiosidade, questionei o padre sobre a conservação da prática da sequência de tais ritos e costumes modificados após os anos 50 do século passado. Este, atenciosamente, encaminhou à sua ESPOSA que estava sentada junto à outras senhoras numa mesa ao lado. Aí senti um súbito espanto ao ouvir o Padre dizer: ’minha esposa’, mas logo vibrei! Por que não esposa? Há quanto tempo considero justo e necessário o padre formar família, conhecer e viver o dia-a-dia a missão de pai participando das sociedades como cidadão, a par e passo com os demais integrantes das comunidades onde está inserido, com os mesmos direitos e deveres. Se o Evangelho de Cristo  prega a união, a igualdade, por que ser diferente? Nada melhor do que estar inserido na sociedade como membro de uma família, pai, avô legitimamente. Ora, chega de padres autoritários julgando-se diferentes, superiores aos demais. Muitos imitando coronéis, donos do campinho, solteiros mascarados, vivendo em concubinato com . . . e filhos. Por isso julgo necessário, em certos temas morais e éticos, juntar o VELHO ao NOVO.
Aguardem, ele propôs-se celebrar em Trindade. Assim que dispuser de tempo e a gente arrumar uma sala faremos o convite a quem estiver interessado.

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