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Blog do historiador, escritor e professor gaúcho Hermes Vigne, autor de livros como "Trindade do Sul da Serra do Lobo", "Na Vida Tudo é Poesia" e "Belas Histórias Que Papai Contava".

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Hermes Vigne

    Nascido em 9 de janeiro de 1940 em Liberato Salzano - RS, o historiador, escritor e professor Hermes Vigne é autor de vários livros, entre eles "Na Vida Tudo é Poesia", "Belas Histórias Que Papai Contava" e "Trindade do Sul da Serra do Lobo", este último dedicado a contar a história de Trindade do Sul - RS, que o historiador acompanhou desde sua fundação.

    Hermes Vigne reside e trabalha, atualmente, como professor no município de Trindade do Sul.


PASSEAR, PASSEIO, PASSEATA

« Mais recente🔀🛈Categoria:Política
ImprimirReportar erroTags:ser, sexta, feira, passear, brasil, sociedades, partidos e educação578 palavras8 min. para ler
Os termos do Texto indicam: ir a algum lugar, visitar, divertir-se, passeio de um lugar a outro para exercício ou divertimento, pequeno passeio, marcha coletiva em sinal de regozijo ou de homenagem. Passear é muito gostoso. Em crianças passeávamos para visitar amigos, parentes para, com eles, brincar com carrinhos, com bola, em caçadas de bodoque e outras tantas. Na adolescência eram passeios para contar e ouvir as novidades, para ver e ouvir amigos e amigas, praticando brincadeiras entre moços e moças, como os de "passar o anel”, de "adivinhações” e, mais gostoso, o "jogo de prendas”. Além de jogar baralho e, mais precisamente, para jogos de futebol. Adultos, ainda prevaleciam muitas brincadeiras de infância, de adolescência, mas já acrescidas das festas de aniversários, matinés dançantes e o futebol em 1º lugar.

           Na sexta-feira anterior, e no dia 1º de maio, tivemos o desprazer e o desconforto em ser brasileiro, ao ver gente passear e assistir passeios e passeatas antissociais, degradantes e despidas de patriotismo. A situação do Brasil e dos brasileiros, todos sabemos que é no mínimo caótica. Algo que nós, povo de uma geração humilde e ordeira a carregamos porque a puseram aos nossos ombros. Primeiro, pela omissão de nós pais, de nós professores, de nós sociedades, não termos dado o devido trato e a necessária importância à Educação. Não dar-nos conta que sempre há um amanhã que nos espera. E se isso não for bem analisado no hoje, será péssimo quando chegar o amanhã. A grande maioria de nós não soubemos lançar boa semente para colher bons frutos. Aí está! E aqui nós estamos, amedrontados, sem segurança, nem imaginar o que fazer para continuar pensando em paz, em amizades, em dias melhores.  No ontem falhamos na Educação. Uns mais, outros menos, mas a grande maioria falhou. E nisso não há desculpas, o correto é fazermos o "mea culpa”. Podemos até perguntar: "Que grau de Educação e de Cultura receberam os "passeadores” da sexta-feira? Passear encapuzados para não serem reconhecidos, por quê? Por que são pessoas importantes, e não podem aparecer pondo fogo em ônibus, destruindo e queimando bens público, quebrando vidraças, portas e janelas de bancos, de hospitais, de casas de comércio, de residências particulares, para enfrentar e bater nas pessoas encarregadas da ordem social? E as nossas autoridades constituídas, delegadas por nós eleitores, onde aprenderam a praticar ações egoístas e torpes, que os tornaram nojentos, repugnantes e indignos de conviver junto às sociedades? E muito mais, como podem representantes de partidos políticos, merecer horários gratuitos para aliciar cidadãos a filiarem-se em seus partidos? Qual o partido político, no Brasil, não tem cheiro de necrose, ou azedo? Qual partido político mandou às ruas, na sexta-feira p. p. seus filiados com algo que representasse moral, ordem, paz, alegria, festa, altruísmo, para propagar a validade de uma passeata? O que se viu foram bandeiras de partidos políticos e de sindicatos. Diga-se com clareza que no Brasil existem 2.319 sindicatos, que recebem a bagatela, dos associados, de 3.5 bilhões de Reais ( Folha de São Paulo, 2 de maio), afora as esmolas públicas e particulares. Troquinho para patrocinar badernas, destruições, arruaças, inimizades, ferimento, medo e horríveis exemplos às criaças e sociedades. Para finalizar, é bom afirmar e mostrar que, pelo menos um brasileiro curtiu a passeata como cidadão digno de ser elogiado e de ser seguido. Cidadão que, emocionado, mostrou como agir para ser bom patriota. Um exemplo a ser seguido nas próximas passeatas.