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Blog do historiador, escritor e professor gaúcho Hermes Vigne, autor de livros como "Trindade do Sul da Serra do Lobo", "Na Vida Tudo é Poesia" e "Belas Histórias Que Papai Contava".

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Hermes Vigne

    Nascido em 9 de janeiro de 1940 em Liberato Salzano - RS, o historiador, escritor e professor Hermes Vigne é autor de vários livros, entre eles "Na Vida Tudo é Poesia", "Belas Histórias Que Papai Contava" e "Trindade do Sul da Serra do Lobo", este último dedicado a contar a história de Trindade do Sul - RS, que o historiador acompanhou desde sua fundação.

    Hermes Vigne reside e trabalha, atualmente, como professor no município de Trindade do Sul.


MULHER: O PRONTO SOCORRO DO LAR

« Mais recente🔀🛈Categoria:História e tradição
ImprimirReportar erroTags:mulher, famílias, família, autoridade, pai, filhos, mãe e grupo621 palavras9 min. para ler
Através das Redes Sociais, do Comércio, da Religião e outras instituições foram estabelecidas muitas datas comemorativas. Entre tantas datas, levam forte destaques as do dia oito de março, dia da MULHER, do segundo domingo de maio, dia das MÃES e do segundo domingo de agosto, dia dos PAIS. Todas estabelecidas através de ocorrências que deixaram marcas, motivos para serem lembradas e comemoradas. Juntas, a estas três datas, insere-se literalmente a mais significativa efeméride, a composição da FAMÍLIA; pai, mãe, ascendentes e descendentes.
 FAMILIA, a pequena grande célula das entidades sociais. Da família surgiram os demais grupos sociais existentes. Desde a pressuposta primeira família; de Adão e Eva até a família dos Cristãos – para exemplificar em termos de tamanho – outras centenas intermediárias continuam em vigor. Com o passar do tempo, muitas modificações de regras e/ou costumes foram inseridos nessa "sociedades famílias”.  Assim, as normas das famílias do século XX foram muito diferentes da atuais, do século XXI, portanto, muito distintas. As do século XX, as  grandes famílias (como a minha); compostas por pai, mãe e filhos – entre seis a doze filhos – e, em muitas, acrescidas de netos e avós (como na minha). Tudo em família; um por todos e, se necessário, todos por um, em direitos e deveres, no trabalho, no lazer, no conforto, no sofrimento, nas alegrias, nas tristezas e nas responsabilidades. Tudo sob as ordens, os conselhos e as normas de um ‘chefe’, ou chefes, autoridades responsáveis pelo grupo. Já, as do século XXI, pequenas famílias; o pai, a mãe – muitas só o pai, outras só a mãe – filhos, entre um filho a no máximo três filhos.  Infelizmente, numa boa porção dessas famílias, um tanto desprovidas das normas, e/ou regras bases das famílias do século XX. Entre o grupo dessa porção de famílias, há muitas desestruturadas, com muitos ‘chefes’, ou responsáveis por essas famílias, mas infelizmente, todos sem autoridade. já não exercem mais suas funções; o chefe não exerce mais a autoridade necessária para bem conduzir o grupo. E as consequências dessa desestruturação é o surgimento de  muitos padrastos, muitas madrastas e muitos enteados(as), ambos, pais e filhos, disputando o poder, mas sem a autoridade.
Assim, por hora, os mais desafortunados são os filhos, os enteados(as) que sofrem os impactos na família e na sociedade, pela falta de alguém EDUCADO, com poder para exercer a AUTORIDADE no pequeno grupo. Autoridade de pai, ou de mãe, sem ser autoritário, apenas educados. Pois entende-se que em qualquer grupo, independente do tamanho, alguém deve assumir a autoridade, caso contrário nunca será GRUPO, mas apenas um amontoado de pessoas sem responsabilidade. Infelizmente, mais uma vez, não há como negar tais pressupostos! Basta querer ver e reiterar-se da realidade. Dar-se conta dos grupinhos de "fuminhos” diante dos nossos olhos. Crianças, adolescentes e até adultos, de ambos gêneros, sem deveres, apenas com direitos, que acabam formando sociedades dissociáveis, abaladas, revoltadas e atemorizadas.
Mas, atemo-nos um pouco mais na MULHER, o pronto socorro do lar. Sim, em famílias onde impera a educação, sempre há alguém exercendo AUTORIDADE, sem autoritarismo. Aí o pai é o esteio do lar e a mulher, mãe, o pronto socorro. A mulher alivia a dor, contorna a bagunça, a desordem, a tristeza e até a fome. Sou grande testemunho disso! Então, Salve a mulher! Viva a mulher! Parabéns à mulher! Não apenas em seu dia, mas em todos os dias! Mulher que opera essas virtudes tem o poder e o direito de CAPITANEAR a estrutura da família; como consta no Hino do Município "ombro a ombro” com o pai, os filhos e as mais diversa instituições sociais. Melhor que a mulher educada no lar, só a mulher educadas mesmo!