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Blog do historiador, escritor e professor gaúcho Hermes Vigne, autor de livros como "Trindade do Sul da Serra do Lobo", "Na Vida Tudo é Poesia" e "Belas Histórias Que Papai Contava".

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Hermes Vigne

    Nascido em 9 de janeiro de 1940 em Liberato Salzano - RS, o historiador, escritor e professor Hermes Vigne é autor de vários livros, entre eles "Na Vida Tudo é Poesia", "Belas Histórias Que Papai Contava" e "Trindade do Sul da Serra do Lobo", este último dedicado a contar a história de Trindade do Sul - RS, que o historiador acompanhou desde sua fundação.

    Hermes Vigne reside e trabalha, atualmente, como professor no município de Trindade do Sul.


FAMÍLIAS

« Mais recente🔀🛈Categoria:História e tradição
ImprimirReportar erroTags:filhos, papai, mamãe, famílias, não, todos, família e netos537 palavras7 min. para ler
O vocábulo mais presente nas redes sociais é a família. No facebook, incontáveis vezes, todos os dias, aparecem belas fotos com sugestivas mensagens dedicadas às famílias. Isso me fez refletir sobre o tema FAMÍLIAS. Na modesta reflexão, no subconsciente, apareceram meus familiares; papai, mamãe e os dez irmãos; um por todos, todos por um. O todos por um, de modo muito especial pelo papai, ou pela mamãe, sempre foi muito disputado. Os filhos, todos, sempre fizeram questão em ser o primeiro a socorrê-los, a dar-lhe afago,  a servi-los, a acompanha-los, enfim, a estar com eles. Ao voltar à calma, virando o foco para outro ângulo, vislumbrei as famílias atuais, muito diferentes das gerações passadas. Agora apenas papai, mamãe e 2 ou 3 filhos; ou papai, mamãe, e um filho; ou ainda, só papai e mamãe; ou papai e um filho; senão mamãe e um filio; como também só papai; ou só mamãe. Há alguns anos, as famílias eram compostas de um mínimo de 6 filhos e um máximo até superior a 15 filhos. Assim tendo sido, e assim sendo, chega-se à conclusão de que é exatamente por isso que o vocábulo, ou expressão família está sendo tão presente em nossos dias e em nossas sociedades. Como na prática as famílias se apequenaram, estão se tornando mais presentes na teoria; ou seja, como o óbvio, quando algo está quase em extinção, fica a lembrança, a saudade, o vazio e até a angustia de recuperar, de trazer a família para o presente. Mas . . . só na teoria, na escrita e nos diálogos. Como visto, apenas famílias de entre 2 a 4 membros. Pior ainda, muitas pessoas sem família. Pode isso!?

           Hoje, ao ler o jornal, dei com uma manchete que dizia; "2019, o ano em que, pela primeira vez no mundo, há mais vovós que netos”. Estranho!

           REFLEXÃO; os papais e as mamães que vivem sozinhos, mesmo que "assistidos” por alguém, lhes cabem culpa? E as crianças mal assistidas, ou abandonadas, lhes cabem culpa? E os vovós, por haverem permitido que seus descendentes; filhos, netos e bisnetos tenham que passar por tão degradantes situações de abandono, ou descaso lhes caberão culpa? E os vovós, ou os pais, que são muitos, que delegaram os poderes e os bens a filhos, ou netos, agora sob as ordens e o poder deles, serão culpados?

           Não há como colocar no plural "estamos bem”. Realmente, ainda há muitos viventes abonados, conscientes e tranquilos, mas em meio e ‘estes’ há muitos sofredores. Trazer o passado de volta em tempos atuais não há mais como. O que cabe é tentar ‘remediar’. Mas como? Eis a questão! SUGESTÃO: Não podemos nos tornar um casal de vovôs, sem nenhum neto!! Casais de jovens devem saiam do comodismo, sem alegar que filhos custam muito caro, que não há mais tempo para cuidar e assistir crianças. O Português popular diz: "Em casa de português, onde come um, comem dois, comem três”. Pessoalmente, cobro-me e culpo-me por ter gerado apenas 3 filhos. Por isso, jovens casais, apressem-se para não sentirem-se culpados, sem ter o que fazer, ou a quem pedir socorro, sentindo-se os únicos e legítimos culpados pela miséria dos que merecem acolhida e principalmente AMOR.